O presidente Fernando Henrique Cardoso assinou ontem, em Brasília, a criação de nove áreas de proteção ambiental, num total de 1,87 milhão de hectares. São cinco parques nacionais, uma unidade de conservação e três reservas extrativistas em dez Estados brasileiros. Com o decreto, assinado em comemoração ao Dia da Árvore, o Brasil passa a ter 44 parques nacionais - 11,6 milhões de hectares - 18 deles abertos à visitação pública.
Nos quatro anos do governo Fernando Henrique houve um acréscimo de 29% da área de meio ambiente protegida. Antes de 1994, o Brasil possuía 19 parques nacionais e apenas nove deles em condições de ser visitados. O governo já investiu R$ 40 milhões em obras de infra-estrutura e melhoria do atendimento público nesses parques. Ainda esta semana, serão reabertos à visitação pública dois parques nacionais de Minas Gerais: o de Caparaó, na divisa com Espírito Santo e o da Serra do Cipó.
Entre os cinco novos parques criados está o primeiro do Mato Grosso do Sul - da Bodoquena, com 90 mil hectares, no sudoeste do Estado, abrangendo os municípios de Bonito, Bodoquena, Jardim e Porto Murtinho. Ele abriga a maior extensão de florestas naturais do Mato Grosso do Sul, será a maior unidade de conservação da região e considerada como domínio de Mata Atlântica. Os outros parques são: da Serra das Confusões (Piauí); do Descobrimento e do Pau-Brasil (Bahia) e do Peruaçu (Minas Gerais).
Foram criadas três reservas extrativistas: a do Tapajós-Arapiuns (Pará); a do Rio Jutaí (Amazonas) e da Nova Esperança (Acre). A única Área de Proteção Ambiental (Apa), do Meandros do Rio Araguai, localiza-se nas divisas de três Estados: Goiás, Mato Grosso e Tocantins. Em algumas das áreas criadas pelo governo existem animais e plantas ameaçadas de extinção. A Nova Esperança, em Xapuri, cidade onde morreu Chico Mendes, a idéia é utilizá-la para o uso sustentado dos recursos naturais, enquanto que Meandros, possui onça pintada e o boto cinza.

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