Os salários de setembro dos servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) não serão pagos amanhã, como estava previsto. O anúncio foi feito ontem pela administração da instituição de ensino. O motivo, de acordo com o reitor Wilmar Marçal, é o corte no repasse do Governo do Estado. ''Estamos em contato permanente com a Secretaria (de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior) para reverter essa situação. O governador vai tomar ciência desse assunto e espero que paire o bom senso nesse caso'', afirmou Marçal.
O comunicado da secretaria informando sobre a redução no repasse foi recebido pela universidade na tarde de ontem. O documento aponta como justificativa para o corte um saldo financeiro da rubrica de pessoal, além de não incluir os recursos para o pagamento do reajuste de 3,14% dos cargos comissionados e funções gratificadas.
A administração, que esperava um repasse de R$ 18,192 milhões para quitar a folha de pagamento deve receber hoje R$ 14,192. A diferença, segundo o pró-reitor de finanças, Ésio de Pádua Fonseca, é resultado de uma ''sobra'' do dinheiro repassado pelo governo para o pagamento de pessoal.
Fonseca explicou que o montante não usado para cobrir a folha é utilizado nas despesas de custeio da instituição. Este custo, segundo ele, foi de R$ 8,476 milhões desde o início do ano. O repasse do governo para essa destinação, no entanto, foi de R$ 5,355 milhões. ''Esse dinheiro foi usado para pagar despesas como contas de água e luz'', exemplificou.
Por isso, houve a diferença de R$ 3,6 milhões (aproximadamente R$ 3 milhões das despesas de custeio e pessoal e R$ 600 mil do pagamento dos cargos comissionados e funções gratificadas). ''Esse procedimento não é uma invenção dessa administração. É um procedimento histórico, que também foi usado na gestão da então reitora Lygia Pupatto'', argumentou o pró-reitor de recursos humanos, Fábio Cézar Martins.
Ele explicou que o reajuste para cargos comissionados serviu para equiparar os vencimentos dos funcionários aos de profissionais de outros órgãos do governo.

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