Governo corta R$ 16 milhões do orçamento do IBGE e adia etapas do censo 2000
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domingo, 18 de abril de 1999
Por Gilse Guedes 
Rio, 19 (AE) - O diretor de Planejamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Nuno Bittencourt, divulgou hoje que a verba de 1999 para as atividades preparatórias para o Censo Demográfico de 2000 foi reduzida de R$ 59 milhões para cerca de R$ 43 milhões em razão dos cortes no orçamento feitos pelo governo federal. Segundo ele, por causa da redução dos recursos tiveram de ser adiadas, para o ano que vem, algumas etapas da programação do censo.
O IBGE teve de remanejar para o ano que vem etapas operacionais, como impressão de questionários e testes de software, por exemplo. "Como a verba caiu para R$ 43 milhões, tivemos de passar atividades que gostaríamos de ter feito este ano para o próximo". Apenas 30% dos 100 milhões de documentos para o Censo Demográfico de 2000 serão feitos este ano. O restante da produção de documentos foi transferido para o próximo ano.
O presidente do instituto, Sérgio Besserman, garante, no entanto, que a situação não afetou o calendário geral do censo, marcado para começar em agosto de 2000. "O orçamento para este ano é de R$ 43 milhões, R$ 11 milhões para investimento e R$ 32 milhões para custeio, dinheiro que está sendo liberado sem problema", afirmou. Boa parte dos recursos está sendo usado para a preparação da base operacional geográfica, que é a divisão do País em pequenas áreas para a confecção de mapas para os recenseadores.
Outra parte da verba vai ser utilizada para o censo experimental, um ensaio-geral para o Censo de 2000, que será feito em agosto nos municípios de Marília (SP) e Bonito (PA). Para trabalho, serão contratadas aproximadamente 300 pessoas, possivelmente no início de julho. A data, no entanto, não foi confirmada, porque ainda está faltando autorização do governo federal para a realização do concurso.
Para o censo de 2000, serão feitos três concursos para a contratação de supervisores, agentes municipais e recenseadores. A expectativa é de que a verba do ano que vem do IBGE seja de R$ 450 milhões a R$ 500 milhões, dos quais dois terços serão gastos na contratação de pessoal. Mercosul - Besserman e o representante do Eurostat - órgão de pesquisa da União Européia - o francês Daniel Byk, explicaram a importância de um convênio, assinado no ano passado, para a cooperação científica na área estatística entre a Comunidade Européia e os países do Mercosul. O acordo tem o objetivo de possibilitar que as metodologias estatísticas sejam feitas pelo Mercosul de forma homogênica.
O projeto prevê um orçamento de 6.135.000 euros, aproximandamente US$ 6 mil, dos quais US$ 4 mil virão da Comunidade e US$ 2 mil do Mercosul.


