Governo contra cigarro em locais fechados
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Agência Graffo 
Os fumódromos estão com os dias contados no que depender do Ministério da Saúde, que já encaminhou uma minuta de projeto de lei à Casa Civil, responsável pela redação de medidas propostas pelo governo, para acabar com os ambientes destinados ao consumo de tabaco em ambientes fechados.
A proposta prevê a proibição do cigarro em espaços coletivos públicos e privados. O plano é proibir o uso de cigarro, charuto, cachimbo e cigarro de palha em empresas, bares, restaurantes e casas de shows.
O texto do projeto de lei veta qualquer possibilidade de fumódromo, considerado um meio ilusório, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), por dar falsa sensação de proteção ao não fumante.
O Inca estima que a fumaça que sai da ponta do cigarro contenha o triplo de nicotina e monóxido de carbono, e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que o tabagista consome depois de tragar pelo filtro do cigarro.
Atualmente, estima-se que 200 mil pessoas morrem por ano no país, vítimas de doenças decorrentes do tabagismo. Segundo dados de uma pesquisa realizada no ano passado pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro e Unifesp, com mais de três mil entrevistados com 14 anos ou mais, 62,1% dos fumantes são homens e 37,9% são mulheres. Além disso, a maior parte deles, 46,1%, está na região Sudeste do país.
Um relatório divulgado no dia 7 de fevereiro pela OMS, informou que o cigarro pode matar 1 bilhão de pessoas no século 21, se nada for feito nos países pobres para diminuir o número de fumantes. A previsão multiplica por dez o número de mortes causadas pelo tabaco no século passado, que ficou em 100 milhões.
Ainda de acordo com a OMS, o cigarro mata 5,4 milhões por ano no mundo - mais do que a soma das vítimas de tuberculose, malária e Aids -, número que deve crescer para 8 milhões em 2030.


