Acontece amanhã a primeira reunião do governo estadual para definir o índice de reajuste de pedágio. No encontro, os técnicos do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e Secretaria de Transportes vão apresentar mais de uma planilha de reajuste para o secretário do Governo, José Cid Campêlo Filho. Os estudos dos técnicos estão sendo feitos de maneira que o governo tenha diversas opções quando for negociar com as concessionárias.
Os parâmetros extra-oficiais variam entre 7% e 20%, oscilando assim entre o limite imposto em contrato e um patamar que retira alguns índices inflacionários, reduzindo o reajuste. A Folha apurou que, por enquanto, os primeiros estudos levam em conta apenas as projeções das taxas inflacionárias que definem o valor da tarifa. Um valor fechado pelo DER será estipulado na quinta-feira, quando alguns índices inflacionários, calculados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), serão divulgados.
Técnicos do DER, que não querem se identificar, informam que o governo pode cortar obras do cronograma do Anel de Integração para fixar um menor reajuste. A fórmula pode ser a saída para neutralizar eventuais protestos como o prometido pelo Movimento União Brasil Caminhoneiros.
Além disso, os caminhoneiros podem ser beneficiados com a desoneração do ICMS. Em matéria divulgada pelo Palácio Iguaçu, ontem, o governo acenou que está tentando garantir essa compensação. No entanto, acrescenta que a falta de discriminação do valor do pedágio na nota fiscal do frete tem sido o principal obstáculo para atender a categoria.
No material, o governo reforça que, em março deste ano, as concessionárias assumiram o compromisso de duplicar 242 quilômetros de rodovias e restaurar outros 776 quilômetros até o final de 2002, o que vai significar um investimento total de R$ 707 milhões. Pelo contrato, prossegue o material, o pedágio terá recomposição de valor a cada 12 meses, sempre em 1º de dezembro, com base numa cesta de índices que inclui a variação dos custos de pavimentação e de construção pesada.
O secretário do Governo, José Cid Campêlo Filho, disse ontem que não ficará somente sob a sua responsabilidade as negociações com as concessionárias, apesar de fontes no DER garantirem que caberá ao secretário a condução do processo até que o governador Jaime Lerner encontre um titular para a Secretaria dos Transportes. A Folha apurou que o secretário da Comunicação, Rafael Greca, também auxiliará no processo.

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