São Paulo - Apesar de resistir por quase dois meses às pressões da Polícia Civil de São Paulo, o governo de São Paulo acabou cedendo e mais do que triplicou o valor da proposta que inclui reajuste salarial, aposentadoria e outros benefícios à categoria. A primeira proposta do governo aos policiais implicava em um gasto anual de R$ 300 milhões aos cofres públicos. Depois de muita batalha, que inclui o confronto armado em frente ao Palácio dos Bandeirantes, o governo de José Serra ampliou o gasto anual para R$ 830 milhões e a garantia era de que esta seria a oferta final. Contudo, anteontem à noite, o executivo paulista apresentou nova proposta, elevando o custo anual do pacote a um total de R$ 1,05 bilhão.
  Sem entrar no mérito político que envolve essa concessão, já que o governador Serra é um dos principais nomes do PSDB para disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010 e o desgaste de uma greve desse porte acabaria respingando em suas aspirações, o líder do governo na Assembléia Legislativa de São Paulo, deputado Barros Munhoz, disse que a decisão foi pessoal de Serra porque ele entendeu que ‘‘essa era uma despesa que valia a pena ser feita’’.

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