Londrina é a única das quatro cidades do interior selecionadas pelo governo estadual que ainda não recebeu a base descentralizada da Divisão de Combate à Corrupção (DCCO), braço policial criado no final de maio pela governadora Cida Borghetti (PP). A assessoria da Sesp (Secretaria Estadual de Segurança Pública) confirmou à FOLHA que o projeto está funcionando em Maringá, Foz do Iguaçu e Cascavel, municípios que já aproveitaram a estrutura de unidades do Diep (Departamento de Inteligência do Paraná). Em Curitiba, a sede oficial será inaugurada nesta quarta-feira (4) na rua Deputado Mário de Barros, no Centro Cívico.

Imagem ilustrativa da imagem Governo busca imóvel para criar núcleo de combate à corrupção em Londrina
| Foto: Agência Estadual de Notícias


Enquanto isso, a Sesp procura imóveis em Londrina para implantar a proposta, o que inviabiliza a definição de uma data para inauguração. Após a escolha do local, as Polícias Civil e Militar serão comunicadas para cessão de funcionários, que passarão por uma capacitação. O aprimoramento é necessário pela resolução publicada no início de junho no Diário Oficial do Paraná que formalizou as bases do Núcleo contra a Corrupção no interior do Estado. Segundo o documento, assinado pelo secretário estadual de Segurança Pública, Júlio Reis, os servidores que atuarão no órgão "vão se dedicar com exclusividade à apuração de crimes contra a ordem econômica, licitatórios, praticados por prefeitos, contra a administração pública e lavagem de dinheiro".

Os componentes da DCCO em Londrina, Cascavel, Maringá e Foz serão selecionados pelos delegados responsáveis pelas subdivisões, e, "se for o caso, apontar a necessidade de eventuais adequações na equipe, dependendo de posterior aprovação do secretário de Segurança Pública", escreveu Reis. Os servidores serão designados por prazo determinado. A PM atuará "em operações de grande envergadura". A Sesp ainda não sabe quanto as descentralizações custarão aos cofres públicos.

O presidente do Sidepol (Sindicato dos Delegados de Polícias do Paraná), Cláudio Marques, lembrou que a criação da DCCO era um pleito antigo da categoria, mas avaliou que o governo precisa convocar novos delegados antes de pôr o projeto em prática. "Vamos apoiar a criação do núcleo, mas ao mesmo tempo cobrar a contratação de mais profissionais. Esse aumento no quadro é importante para não sobrecarregar aqueles que já estão no serviço público". A Polícia Civil do Paraná tem 406 delegados, 2665 investigadores e 668 escrivães. A Divisão de Combate à Corrupção será comandada pelo delegado Renato Figueiroa, que estava no Nurce (Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos).

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