Governo autoriza reajuste de remédios
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sexta-feira, 19 de outubro de 2001
Agência Folha<br> De Brasília 
Os medicamentos ficarão mais caros nas farmácias a partir de novembro. Para os consumidores, os remédios de uso contínuo e antibióticos subirão em média 2,86%. Os demais medicamentos terão alta de 2,97% em média.
Os reajustes por produto não poderão ultrapassar os seguintes limites máximos: 3,58% para os remédios de uso contínuo e antibióticos e 3,72% para os outros medicamentos.
A autorização para os laboratórios reajustarem os preços será publicada na segunda-feira, por meio de resolução da Câmara de Medicamentos. Os fabricantes poderão promover aumentos médios de 4% para todos os produtos. O reajuste máximo por medicamento será de 5%.
Os aumentos serão menores para os consumidores porque o governo não permitirá que as farmácias repassem integralmente para os preços os índices aplicados pelos laboratórios. Ou seja, as farmácias serão obrigadas a reduzir sua margem de lucro.
O argumento da Câmara de Medicamentos é que a elevação das margens de lucros nominais nas farmácias não será autorizada pois elas não foram afetadas diretamente pela alta do dólar. Os laboratórios, sim.
Segundo o governo, o reajuste será concedido devido à desvalorização do real, o que provocou impacto nos preços das matérias-primas farmacêuticas importadas.
Essa autorização está sendo concedida em caráter extraordinário, pois os preços dos medicamentos estão congelados até dezembro do ano que vem. O único reajuste previsto até lá será realizado em janeiro. O congelamento de preços começou em agosto do ano passado, com a adesão dos laboratórios a um acordo do governo para manutenção de preços. Em dezembro do ano passado, no entanto, foi baixada uma medida provisória tornando o congelamento obrigatório.


