São Paulo- O governo brasileiro autorizou ontem previamente a fabricação, distribuição e comercialização no País de uma vacina contra a gripe suína, o que deverá reduzir em pelo menos um ano o prazo para a disponibilização do produto, ainda inexistente no mundo. No entanto, o Ministério da Saúde informou ter decidido que, inicialmente, dará prioridade à importação de imunizantes produzidos por multinacionais. A pasta não vai investir neste momento na fabricação de uma vacina nacional pela Fundação Butantã.
O ministério defende que o Butantã, instituição ligada ao governo do Estado de São Paulo, priorize o início da fabricação da vacina contra a gripe comum.
A fundação é o único laboratório público que tem uma fábrica de vacina contra a influenza sazonal no País, investimento de R$ 54 milhões do governo federal e de São Paulo, mas ela ainda não está produzindo imunizantes por causa de atrasos nos cronogramas das obras. O objetivo era que o País tivesse alcançado a autossuficiência em vacinas contra a gripe comum em 2008 com a planta. A doença gera 500 mil mortes anuais no mundo - até esta quarta-feira a gripe suína causou comprovadamente apenas 31 óbitos.
Segundo a resolução da diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a fabricação da nova vacina só poderá ser feita por detentores de registro de vacinas contra o vírus da gripe (influenza) no Brasil e por empresas que tenham fábricas do produto. A ordem só se aplica à produção de vacina a partir da cepa viral do A (H1N1) fornecida pela OMS.

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