O Governo do Paraná arrecadou nos últimos quatro anos mais de R$ 11,4 milhões com leilões de sucatas, automóveis, motos e utilitários inservíveis. Parte dos recursos foi utilizada na renovação da frota. Os leilões são a alternativa para otimização de espaços nos pátios, que ficam abarrotados com os veículos e peças.

De 2011 a 2014 foram realizados 13 leilões, com a alienação de 1.830 veículos e duas aeronaves. A maioria dos leilões é administrada pelo Departamento de Transporte Oficial do Estado (Deto), unidade da Secretaria da Administração e da Previdência.

Os veículos oficiais chegam aos pátios quando completam mais de dez anos de uso ou antes, caso o estado em que se encontram ofereça risco ou proporcione despesa demasiada em manutenção. No caso de veículos acidentados, se o conserto for consumir 70% do valor do carro, ele imediatamente é encaminhado a um pátio e declarado como inservível.

VISTORIA - A Comissão de Avaliação e Inservibilidade, formada pela Secretaria de Estado da Administração e da Previdência, é a responsável pela vistoria. Os veículos classificados como inservíveis têm os documentos preservados para serem repassados aos arrematantes. Cada um desses carros é apresentado no leilão como um lote individual.

Os que forem considerados sucatas têm documentos com baixa definitiva no Departamento de Trânsito do Paraná (Detran) e somente poderão ser adquiridos por empresas de compra e venda de peças. Normalmente, eles são agrupados em blocos de quatro ou mais veículos para formar um lote. Todos os lotes têm os preços mínimos fixados nessa avaliação.

A realização do leilão é autorizada pelo titular da Secretaria da Administração e da Previdência ou pelo Governador do Estado, caso o valor total ultrapasse R$ 250 mil. Logo após a publicação da autorização é feita a solicitação à Junta Comercial do Paraná de um leiloeiro oficial. Ele e a equipe técnica do Departamento de Transporte Oficial estabelecem, então, a data para a venda.

EDITAL - A publicação do edital de leilão no Diário Oficial do Estado e em jornal de grande circulação deve ser feita 15 dias antes do evento. Ao leiloeiro compete, ainda, a tarefa de procurar outras formas de divulgação, como as malas diretas, para que haja amplo conhecimento do que será realizado.

Os leilões são presenciais em local escolhido pelo leiloeiro, com disputa aberta e decidido no maior preço. O arrematante faz, no mesmo dia, o acerto com o leiloeiro para o pagamento. Os lotes são entregues uma semana após a quitação. Os recursos entregues nessa ocasião são imediatamente depositados na conta do Tesouro do Estado.

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