Buenos Aires, 27 (AE-AP) - O secretário-geral da presidência da Argentina, Alberto Kohan, disse nesta segunda-feira (27) que o país não corre o risco de um aumento na recessão.
Documento que alerta para o risco, preparado pelo FMI, foi distribuído a jornalistas em Washington, durante a assembléia anual do FMI e do Banco Mundial.
"Estamos saindo da crise", disse Kohan, que acredita que a Argentina vá crescer no ano que vem. Ele reconheceu, contudo, que o governo do presidente Carlos Menem recebeu com preocupação o prognóstico do organismo internacional.
O jornal La Nación reproduz hoje declarações de Guillermo Perry, economista-chefe do FMI para a América Latina. Perry disse que a recuperação econômica argentina dependerá da rápida apresentação de um plano forte de disciplina fiscal e aprofundamento de reformas estruturais.
Os dois candidatos presidenciais com possibilidades de ocupar o lugar de Menem - Eduardo Duhalde (PJ) e Fernando de la Rúa (Aliança) - negam que aplicarão novos programas de ajuste caso cheguem ao poder.
Em ato político no fim de semana, Duhalde declarou: "Não seremos escravos de um governo perverso, que por ordem de organismos internacionais continua apertando o cinto dos trabalhadores".
E arrematou: "Se querem um novo ajuste econômico, votem em De la Rúa."
Este, em outro ato, atacou Duhalde. "O governo de Menem e Duhalde produziu o maior ajuste de que se tem notícia. Os anos de governo de ambos foram de grande concentração econômica."

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