Buenos Aires, 30 (AE) - O presidente Carlos Menem assinou decreto de necessidade e urgência que corta o gasto público em US$ 1,325 bilhão. O corte foi feito a pedido do Fundo Monetário Internacional (FMI). O governo argentino sustenta que o corte possibilitará que o país possa sair da recessão, já que este é um dos principais requisitos do FMI para que o País possa ter acesso a créditos por juros mais baixos. O próprio Ministério da Economia foi o setor com o maior corte: perdeu US$ 399 milhões. Dentro do ministério, o setor que teve a principal redução foi o departamento de estradas, que perdeu US$ 145 milhões.
A presidência da República foi outra área atingida: US$ 311,2 milhões a menos. A Educação também foi prejudicada pelo corte, e a que mais causou protestos, já que terá US$ 280 milhões a menos no orçamento. Desta forma, o ministério volta a ter um orçamento inferior ao de 1994. No entanto, as bolsas de estudo foram mantidas.
Analistas consideram que além das bolsas, o corte poupou os setores considerados essenciais em um ano eleitoral, como os que cuidam de programas de criação de empregos pertencentes ao Ministério do Trabalho e os setores da segurança, que por causa da escalada da criminalidade são os que têm a maior atenção da mídia. A Side, o serviço secreto argentino, não sofreu corte algum. O Ministério da Defesa, no entanto, teve um corte de US$ 70,8 milhões, o que causou protestos do ministro Jorge Domínguez
que afirmou que não poderá pagar os salários dos militares argentinos.
Neste ano, o governo argentino precisa desembolsar US$ 8 209 bilhões só para o pagamento de juros. Com o corte orçamentário, US$ 535 milhões (mais de um terço da redução do orçamento decretada por Menem) serão destinados ao pagamento dos juros da dívida pública.

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