São Paulo, 21 (AE) - O governo aprovou a liberação de subsídio atrasado para dez empresas beneficiadoras de borracha. A decisão foi tomada pela comissão formada por representantes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do Ministério da Agricultura, da indústria de pneumáticos, das usinas de beneficiamento da borracha natural e produtores de borracha natural, na última sexta-feira.
Segundo o técnico de comercialização da Conab, Wildemar Assunção, a verba em atraso - referente ao período de 23 de outubro de 1998 a 15 de março de 1999 - será liberada a partir da próxima sexta-feira. As dez empresas que tiveram o subsídio aprovado são a Globor, a Agroindustrial Ghislane Esmeralda, a Eaex, Luciano Belarmino, Goicana, Helena de Carvalho, Lívio Dida
Plantações Michelin da Bahia, Borrachas Quirino e Riobor.
Assunção disse que ainda restam 12 usinas em processo de análise na Conab. No total, já foi aprovada a liberação do subsídio para 27 usinas de beneficiamento da borracha. Dos R$ 43 milhões previstos para o pagamento do subsídio à produção nacional de borracha, R$ 26 milhões já foram disponibilizados.
A Conab havia pedido ao Tesouro Nacional R$ 70 milhões para o ano de 1999, mas o valor aprovado foi de R$ 43 milhões. O pagamento dos subsídios atrasados de março em diante deve ocorrer entre julho e agosto, de acordo com Assunção, quando devem ser liberados os R$ 17 milhões restantes.
Antônio César Zborowski, da usina Globor, de Mirassol (SP), afirma que o subsídio é liberado sempre com atraso de quatro a cinco meses. "De acordo com o modelo atual, o subsídio nunca vai ser atualizado", diz Zborowski. A Globor deve receber cerca de R$ 800 mil referentes ao subsídio atrasado até março, repassando imediatamente ao produzir, segundo Zoborowski.

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