Curitiba - O impasse envolvendo cerca de 35 mil professores que fizeram curso à distância pela Faculdade Vizinhança Vale do Iguaçu (Vizivali/IESDE), entre 2002 e 2005, e que desde então vêm lutando para conseguir o certificado da graduação, parece ter chegado ao fim. O governo do Estado anunciou ontem uma série de ações na área de educação, medidas que vão garantir aos alunos a complementação do curso e, consequentemente, a obtenção do diploma devidamente registrado.
A questão sempre foi polêmica, e envolve cerca de 35 mil professores das redes municipais e estadual que cursaram o programa de Capacitação para a Docência dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental e da Educação Infantil da Vizivale durante três anos, mas depois não conseguiram o certificado porque o MEC não reconhecia o curso.
Segundo o secretário estadual da Educação, Flávio Arns, para chegar a uma solução foram realizadas dezenas de reuniões envolvendo o Ministério da Educação, conselhos Estadual e Federal de Educação, universidades, Ministério Público do Paraná e Tribunal de Contas, de modo a garantir a legalidade da contratação desses profissionais pelas prefeituras.
''São três situações diferentes com soluções diferenciadas'', explicou. Cerca de 8 mil professores que já fizeram uma complementação de licenciatura de pedagogia em outras universidades terão o curso reconhecido. Já a maioria dos alunos, que ainda fez a complementação, poderá fazer o curso gratuitamente, a partir de agosto, nas instituições de ensino estaduais.
O governo anunciou ainda que vai aumentar o investimento no transporte e na merenda escolares. O repasse de recursos para transporte vai passar de R$ 28 milhões para R$ 58 milhões, pagos em quatro parcelas. De acordo com Arns, a secretaria está fazendo um levantamento junto aos municípios para levantar o custo do transporte em cada cidade. ''Cada município tem uma realidade, dependendo do número de escolas, das condições das estradas. Esse levantamento é para que possamos repassar de fato o valor real do transporte da rede estadual'', explicou o secretário.
Já a merenda escolar vai passar a incluir mais alimentos. A secretaria também está contatando as prefeituras para levantar possíveis redes de abastecimento locais, para que as escolas adquiram os alimentos nas suas regiões e, com isso, descentralizar totalmente a merenda.

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