Brasília, DF- O governo esperava só o sinal verde do Congresso Nacional para anunciar uma linha de financiamento público para pesquisas com células-tronco embrionárias. Em maio, um edital no valor total de R$ 5 milhões será lançado para custear estudos sobre o uso de células-tronco para tratamento de uma extensa lista de doenças. No rol de possíveis candidatos estão desde doenças neurodegenerativas, como mal de Parkinson, até estudos para diabetes, lesão da medula espinhal e reconstituição de pele, ossos e dentes.
Os trabalhos serão financiados em partes iguais pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e Ministério da Saúde. Na quarta-feira, pouco antes da aprovação do projeto de lei da Biossegurança, o ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, anunciou que a liberação do edital foi atrasada justamente para aguardar a decisão do Congresso. ''Já havíamos acertado uma linha de financiamento de pesquisa com células-tronco adultas e de cordão umbilical. Agora, com a decisão do Congresso, vamos incluir também as embrionárias'', afirmou o diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães.
A verba dos dois ministérios deverá ser usada para custear pesquisas em fase pré-clínica, os chamados estudos de bancada e experimentos com animais. Guimarães afirma que, neste primeiro momento, a população não pode esperar nenhuma ''cambalhota'' no tratamento de doenças. ''São pesquisas que têm de passar por uma série de estágios. Ainda vai levar um tempo para que tais trabalhos tragam reflexos práticos'', observou.
O diretor calcula que com os R$ 5 milhões uma série de pesquisas poderão ser iniciadas. ''Neste primeiro estágio de pesquisas, o volume de recursos necessário é menor'', adiantou.

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