São Paulo - A Febem Franco da Rocha será desativada ''o mais depressa possível' e não será reformada. A decisão foi tomada ontem em reunião do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, com o secretário estadual da Educação, Gabriel Chalita, e o presidente da Febem, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa.
Somente neste ano, houve três rebeliões na unidade. Ainda não há data definida para a retirada dos internos do local.
Chalita disse que a Febem não terá mais unidades grandes. ''A determinação do governador é que a Febem tenha unidades pequenas, próximas da família e que exista de fato a recuperação dos adolescentes. Vamos caminhar nesse modelo, dar continuidade a isso'', afirmou.
As unidades menores podem ter, no máximo, 48 adolescentes internados, 24 em internação provisória e outros 24 em unidade de atendimento inicial.
Nas unidades de atendimento inicial (UAI), os jovens ficam cerca de 48 horas aguardando manifestação do Ministério Público. Na internação provisória adolescentes permanecem por até 45 dias, aguardando medida do juiz, que é quem determina a pena (prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida ou internação).
De acordo com Costa, aproximadamente 40% dos adolescentes internados vêm da Grande São Paulo e do Interior e deveriam, segundo o Estatuto, ficar próximos das famílias para restabelecer os laços.
As medidas de liberdade assistida e semi-liberdade também deverão ser incentivadas pelo Estado.
Atualmente, a Febem conta com 69 unidades, das quais 19 no interior e 50 na capital.

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