Brasília - O Ministério da Saúde revogou na quinta-feira portaria que modificava a forma de registrar os casos de abortos legais feitos na rede pública e elevava o valor pago pelo procedimento.
A pasta justificou que houve falhas técnicas nessa e em outras três portarias publicadas pela Secretaria de Atenção à Saúde. Grupos feministas dizem que tais falhas são raras e temem que a revogação tenha a ver com o medo do impacto da medida no eleitorado evangélico.
Parlamentares religiosos comemoravam o "recuo". "A vida venceu. Nós, o PSC [Partido Social Cristão] e a sociedade conseguimos impor um recuo ao governo na tentativa de oficializar o aborto no País", afirmou o presidente da sigla, Pastor Everaldo.
A norma revogada aumentava de cerca de R$ 170 para R$ 483 o valor a ser pago pelo procedimento de aborto no SUS.

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