Curitiba - O governo estadual e o banco KfW, agente financiador do governo federal da Alemanha, ainda não chegaram a uma definição sobre a continuidade do Programa de Proteção da Floresta Atlântica (Pró-Atlântica). O banco havia dado prazo de uma semana, que venceu ontem, para que o Estado contratasse 43 técnicos. Essa é a contrapartida necessária para que o KfW mantenha os investimentos de R$ 30 milhões no Pró-Atlântica.
Cerca de R$ 19 milhões já foram repassados ao Estado, que poderá ter que devolver os valores se o acordo for cancelado. O convênio entre o governo do Paraná e o banco alemão foi firmado em junho de 1997 pelo então governador Jaime Lerner (PFL). Mas como o Estado não cumpriu as contrapartidas previstas no acordo, desde 2001 o banco não faz repasses de recursos. Os alemães programaram investimentos de R$ 30,3 milhões para uma contrapartida de cerca de R$ 20 milhões aproximadamente do governo estadual.
De acordo com a secretária do Planejamento, Eleonora Fruet, o governador Roberto Requião (PMDB) está analisando um dossiê com detalhes do Pró-Atlântica e deve ter uma definição sobre o assunto até a próxima semana. ''É preciso analisar bem os recursos e as propostas envolvidas'', afirmou. Segundo ela, o banco alemão está sendo flexível com o governo estadual. ''Pela própria experiência do banco, ele deve saber que toda transição governamental é assim. É muito normal que a gente esteja nessa fase de análise'', acrescentou Eleonora.

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