Brasília - Gestantes, crianças de seis meses a dois anos e profissionais de saúde passam a integrar a partir deste ano a Campanha Nacional de Vacinação, ao lado de idosos e população indígena. A mudança, anunciada ontem pelo Ministério da Saúde, foi tomada com base na experiência da pandemia de gripe suína. Na época, tanto gestantes quanto crianças menores de dois anos mostraram ser, ao lado dos idosos, os mais suscetíveis para desenvolver casos graves de infecção.
Profissionais de saúde foram incluídos por uma razão parecida. ''Eles podem ser a porta de entrada do vírus quando tratam de crianças e idosos. Daí, a necessidade também da vacinação desse grupo'', afirmou o secretário de Vigilância em Sa© úde do MS, Jarbas Barbosa.
A vacinação deste ano começa dia 25 de abril e vai até 13 de maio. A previsão é de imunizar 23,8 milhões de brasileiros. A exemplo de outros anos, a vacina usada na campanha será produzida pelo Instituto Butantã. Este ano, foram adquiridos 33 milhões de doses, ao custo de R$ 229 milhões. A incorporação dos três novos grupos para vacinação contra gripe, de acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, é definitiva.
A vacina deste ano será feita com cepas de três vírus da gripe que mais circularam no Hemisfério Sul no ano passado, entre elas, a da H1N1. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assegurou que a inclusão não está relacionada a um risco de retomada da infecção. ''Esse foi um procedimento de rotina. Todos os anos são usadas para vacina cepas dos vírus mais comuns no inverno anterior.''
Para ficar imunizado contra gripe, é preciso vacinação anual. Uma dose é suficiente. A exceção fica por conta das crianças com idade entre 6 meses e 2 anos. Esse grupo deve receber duas aplicações, com intervalo de 30 dias entre elas.

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