Brasília, 28 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso avisou hoje que se os caminhoneiros mantiverem bloqueio nas estradas e promoverem a violência, irá covocar as Forças Armadas para agir. Fernando Henrique está muito preocupado com a situação provocada pelos caminhoneiros e interrompeu várias reuniões durante todo o dia de hoje para ser informado pelo ministo-chefe da Casa Militar, general Alberto Cardoso, sobre a situação nas estradas brasileiras. A greve está sendo considerada questão de segurança para o Planalto.
"O governo respeita a maninestação pacífica dos caminhoneiros, na defesa dos seus interesses, mas lamenta não ter recebido antes uma pauta concreta de reivindicações", afirmou o porta-voz do Planalto, Georges Lamazire. O porta-voz acrescentou que "o presidente tomou a decisão de manter a livre circulação nas estradas, se necessário, com o uso da força militar".
Lamazire lembrou que a Polícia Federal já havia sido acionada e advertiu que "se houver uso da violência e manifestação de impedimento da livre circulação pode se tornar necessário o uso das Forças Armadas". Segundo ele as negociações com os grevistas estão sendo conduzidas pelo ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, Durante todo o dia de hoje o general Alberto Cardoso colocou seus agentes em todo o País para manter Palácio informado. O presidente está muito preocupado com a violência que os grevistas podem gerar. Por isso, o Planalto está tratando a greve como questão de segurança.
Na área econômica, a avaliação é de que o governo não tem como interferir na negociação com os caminhoneiros porque ela ocorre com empresas privadas. Questão do frete é privada, quem determina os preços a serem pagos aos caminhoneiros, são as empresas. Portanto, trata-se de uma relação entre quem contrata e contratados e o governo não vê a menor possibilidade de interferir nesse assunto.
O governo também não vê alternativas para a liberação da pontuação nas carteiras dos motoristas uma vez que eles são os que mais provocam problemas nas estradas. Além do mais, isso depende de votação no Congresso.

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