São Paulo- A greve dos funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já deixou milhões de segurados sem atendimento. Só no Estado de São Paulo, mais de 2,3 milhões de pessoas deixaram de ser atendidas nas agências da Previdência Social desde o início do movimento. De acordo com o INSS, das 165 agências no Estado, 95 (57,5%) estavam fechadas ou parcialmente paralisadas.
Em todo o País, o índice de paralisação chega a 24,47%, afetando 291 das 1.189 agências do órgão. A adesão à greve é maior nas capitais. Em São Paulo, continua próxima de 100%: das 27 agências, 25 estão fechadas, uma atende parcialmente e outra não foi afetada.
Diante dos problemas causados pelo movimento, o governo já admite voltar a negociar. O impasse continua porque o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, que coordena as negociações, ofereceu R$ 140 milhões na forma de gratificação para os servidores, mas só em 2006 e vinculados à produtividade de cada um. Esse pagamento representaria reajustes de 12% a 19% para os trabalhadores na ativa e de 5% a 8% para os aposentados.
Os grevistas reivindicam reajuste de 18% e plano de carreira com piso salarial de R$ 1.500.

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