O leilão de privatização de sete trechos de rodovias federais será realizado apenas em 2001, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, e não mais neste ano, como havia previsto o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha. O secretário de Transportes Terrestres do Ministério dos Transportes, Luís Henrique Baldez, disse ontem que as etapas do processo de licitação devem durar aproximadamente seis meses a partir da publicação dos editais, prevista para o início de novembro.
O assunto será levado à reunião de outubro do Conselho Nacional de Desestatização (CND), que deverá aprovar o modelo de licitação, os preços e as condições de participação no leilão. O secretário de Transportes Terrestres disse que a expectativa do governo é de que as empresas que vencerem as concessões para exploração de sete trechos de rodovias federais invistam R$ 4 bilhões durante o período de 25 anos de concessão.
De acordo com Baldez, as condições de participação, preço e investimentos são diferentes para cada uma das rodovias, por isso os editais também terão regras diferenciadas. Na lista da licitação estão a Fernão Dias, que liga Belo Horizonte a São Paulo; a Régis Bittencourt, de São Paulo a Curitiba; a rodovia Mercosul, de Curitiba a Florianópolis; além da BR-153 no Estado de São Paulo, da BR-116 entre o Paraná e Santa Catarina, e das BR-393 e BR-101 no Estado do Rio de Janeiro. Vencerá a licitação quem oferecer o menor valor do pedágio, cujo teto será de R$ 3,00 por posto.
O secretário afirmou que as empresas vencedoras do leilão poderão explorar a faixa de domínio, que fica nas laterais das rodovias, com propaganda, postos de gasolina e restaurantes, por exemplo. No entanto, elas serão proibidas de alugar a infra-estrutura para a passagem de cabos de fibra ótica, usados nos serviços de telecomunicações.

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