Buenos Aires, 19 (AE) - O governo da Argentina acusou hoje (19) um grupo sindical de tentar impedir o funcionamento do Senado, o que gerou a repressão policial na madrugada de hoje em frente ao Congresso. Pelo menos 43 pessoas foram presas - e liberadas horas depois - e 30 ficaram feridas, 3 delas a tiros. O Senado decidiu adiar os debates sobre a reforma trabalhista que estavam marcados para a tarde de hoje.
O ministro do Interior, Federico Storani, acusou uma ala da CGT, controlada pelos caminhoneiros, de impedir a entrada dos senadores no Congresso, o que obrigou a polícia a intervir. Ele reconheceu que alguns policiais cometeram excessos. Storani garantiu também que a repressão foi ordenada por promotores de Justiça e não pelo governo, como já havia dito Dário Lopérfido, porta-voz do presidente Fernando de la Rúa.
Por volta do meio-dia ocorreram novos conflitos diante do Congresso. Os policiais que patrulhavam o prédio foram agredidos por manifestantes. Três foram derrubados no chão e espancados.

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