Governo acompanha situação de capoeirista acusado de estupro em Bali
Brasília, 13 (AE) - O governo brasileiro acompanha a situação do capoeirista Carlos Alberto Silva dos Anjos, de 22 anos, preso desde 29 de setembro, em Bali, na Indonésia. Ele é acusado de estuprar uma norueguesa, também de 22 anos. Na semana passada, diplomatas brasileiros tiveram contato com Carlos Alberto e intercederam com as autoridades de Jacarta, para que ele tenha bom atendimento na prisão. O capoeirista pode ser condenado à morte, pena aplicada para crimes de estupro no país.
No entanto, fontes do Ministério das Relações Exteriores indicaram em Brasília, que, depois de analisar o processo, um advogado contratado para defendê-lo afirmou estar otimista quanto à comprovação da inocência de Carlos Alberto, já que as provas apresentadas pela norueguesa são inconsistentes. Apesar de só poder interferir diretamente no caso após o julgamento, o embaixador brasileiro na Indonésia, Jadiel de Oliveira, está fazendo contatos com as autoridades para ajudar o capoeirista.
Durante pelo menos três dias na semana, funcionários da embaixada brasileira mantêm contatos com o preso. Segundo uma fonte do Itamaraty, ele está um pouco deprimido. A área consular do Ministério das Relações Exteriores vem recebendo informações diárias sobre o caso. O Itamaraty também está ajudando a liberação da ficha de Carlos Alberto. O governo da Indonésia pediu um atestado de bons antecedentes do capoeirista. Isso, segundo uma fonte diplomática, significa que está interessado em ajudá-lo. Expectativa - Em Salvador, a família do capoeirista aguarda ansiosa a solução do caso. Os irmãos, sobrinhos e a avó de Carlos Alberto moram no bairro de Tancredo Neves, na periferia de Salvador. Eles não querem falar sobre o assunto. Ana Maria, irmã do rapaz, disse apenas que Carlos Alberto vive das apresentações de capoeira. Ele não tem mandado nenhum dinheiro para os familiares desde que viajou para a Indonésia, em setembro. "O Itamaraty está resolvendo o caso", declarou Ana Maria, informando que só soube do problema do irmão por meio da imprensa.
Amigos do capoeirista em Tancredo Neves contam que as informações recebidas pela familia sustentam a versão de que Carlos Alberto não estuprou a jovem norueguesa, pois houve consentimento na relação. (Edson Luiz e Biaggio Talento)





