Buenos Aires, 01 - (AE-ANSA) - O governo argentino aceitou oficialmente nesta quinta-feira (01) a validade jurídica das normas que impedem uma nova reeleição do presidente Carlos Menem. Por causa disso, o principal rival de Menem dentro do Partido Justicialista, Eduardo Duhalde, também governador da província de Buenos Aires, disse que anulará o plebiscito que havia convocado para perguntar ao povo se aceitava um terceiro mandato do atual presidente.
Hoje, o Ministério do Interior confirmou a apresentação de um documento à Justiça onde desiste de permitir a apresentação de Menem a uma nova gestão, reconhecendo, assim, as normas constitucionais que o impedem. Os esforços até agora feitos por adeptos de Menem para um novo mandato chegou a estremecer o Partido Justicialista (PJ, peronista) no poder.
Também o prefeito de Buenos Aires, Fernando de la Rúa, candidato presidencial da oposicionista Aliança (UCR-Frepaso) se mostrou satisfeito com a decisão de Menem. O subsecretário técnico do Ministério do Interior, Jorge Castells, confirmou que foi entregue um documento à Justiça.
No entanto, segundo analistas, a decisão encerra as possibilidades jurídicas do assunto. Isso não impediria de Menem tentar, por meios políticos, um jeito que o levasse a ser candidato nas primárias do PJ.

mockup