O governo já aceita a criação de um plano mínimo que não atenda doenças de tratamento prolongado, como Câncer e Aids. O recuo ocorreu ontem, durante reunião da comissão informal que discute a regulamentação de planos de saúde. No projeto que enviou ao Congresso o Executivo obrigava as empresas a oferecerem o plano de referência de assistência privada à saúde assegurando atendimento a todas as doenças relacionadas no Código Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde (OMS), além de partos e internações em enfermarias.
O projeto permitia às operadoras ter outros planos superiores e inferiores ao de referência. Agora, o plano mínimo é o piso, não pode haver nada inferior a ele. O vice-líder do governo no Congresso, Ronaldo Cézar Coelho (PSDB/RJ), disse que ainda não havia sido discutido o que entraria no plano mínimo, no entanto adiantava que o usuário teria direito a consultas, exames laboratoriais e atendimento hospitalar.
Segundo Coelho, a maior oposição a essa proposta é o PT. O partido quer manter um plano que atenda o máximo de procedimentos médicos. E isso, sustenta o deputado, custa muito caro. ‘‘Se o plano custar R$ 200,00 por mês, por exemplo, vai expulsar metade dos usuários’’, reclamou Coelho.

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