Governistas ocupam principais cargos de comissão processante
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segunda-feira, 21 de junho de 1999
Por Flávio Mello 
São Paulo, 22 (AE) - Os dois principais cargos da terceira Comissão Processante, instaurada oficialmente hoje para analisar a procedência ou não das acusações contra o vereador José Izar (PFL), vão ser ocupados por vereadores governistas.
O vereador Miguel Colasuonno (PPB) foi eleito presidente e Natalício Bezerra (PTB), o relator. A única representante da oposição na comissão é a vereadora Ana Martins (PC do B). Os demais integrantes são os vereadores Bruno Feder (PTB), Cosme Lopes (PPB) e Viviani Ferraz (PL).
Os setes vereadores têm a responsabilidade de analisar as acusações feitas oficialmente pelo ex-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fiscais e confrontar as provas existentes com a defesa que Izar apresentará.
Izar, que controlou politicamente a Administração Regional da Lapa, foi investigado pela CPI dos Fiscais e acusado de integrar o esquema de corrupção existente na regional e utilizar o órgão público em benefício da campanha política de seu irmão, Willians
a deputado estadual no ano passado.
Os membros da comissão foram definidos por sorteio realizado em plenário. Colasuonno disse hoje que não permitirá comentários sobre tendências e condutas político-partidárias.
A comissão tem prazo de 90 dias para emitir um relatório final
dizendo se aceita ou não as acusações. Se o parecer for favorável à cassação do mandato político de Izar, o relatório tem de ser aprovado por pelo menos 37 votos em plenário.
A outra comissão processante em andamento é que vai julgar a vereadora Maeli Vergniano (sem partido). Ela é acusada de beneficiar-se do controle político que teve sobre a Administração Regional de Pirituba e improbidade administrativa, por usar carros cedidos por empresa contratada pela Prefeitura para fiscalizar serviços de limpeza pública.
Na próxima semana, a Comissão Processante que analisa as acusações contra o vereador Vicente Viscome (sem partido), que controlou politicamente a Administração Regional da Penha, deve entrar o relatório final. A expectativa é que o parecer proponha a cassação do mandato de Viscome, mas em plenário o parlamentar poderá ser absolvido.


