Governistas na Câmara já admitem aceitar impedimento de Pitta
Governistas na Câmara já admitem aceitar impedimento de Pitta16/Mar, 19:47 Por Flávio Mello São Paulo, 16 (AE) - Uma parte dos vereadores governistas recuou e já admite publicamente que há chance de ser aceito o pedido de impeachment do prefeito Celso Pitta (PTN, que deve ser protocolado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) na próxima semana, e aberta a Comissão Processante contra o prefeito, por causa da condenação unânime, hoje, no Tribunal de Justiça do Estado. Os parlamentares que apóiam o governo municipal argumentaram que ainda cabe recurso judicial, mas se surgir algum fato novo, ou um eventual pedido de liminar for negado, não terão como resistir à pressão e arcar com o desgaste político e eleitoral para defender o prefeito. "Se a decisão judicial for mantida em instância superior, e algum fato novo ocorrer, então não teremos mais como impedir uma nova apuração, cujo instrumento correto é a Comissão Processante", afirmou hoje o vereador Miguel Colasuonno (PMDB). Na reunião da bancada governista realizada hoje antes do reinício da sessão - suspensa quando a condenação de Pitta no TJ foi divulgada -, Colasuonno disse que se a crise piorar nos próximos dias a bancada deve começar a considerar uma saída "altiva" para Pitta. "A situação complicou muito com a decisão judicial", admitiu hoje o vereador Toninho Paiva (PFL). Ele disse que, apesar de a decisão ter sido aguardar até terça-feira as "novidades", e a entrega do pedido de impeachment prometido pela OAB-SP, está ficando difícil "sustentar a situação atual". Dos seis vereadores que compõem a bancada do PL, dois estão atuando em conjunto com a oposição. Os outros quatro - com exceção de Maria Helena, que está suspensa - continuam apoiando o governo. O diretório estadual do partido, entretanto, discutirá a posição final numa reunião marcada para amanhã (17) à noite. Investigações - O presidente estadual do PL, deputado federal Marcos Cintra, afirmou que proporá aos vereadores fechar questão a favor da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e do impeachment. "Nós já fomos muito complacentes e acho que chegou o momento de apoiar todas as investigações", afirmou Cintra. O PTB já determinou um comportamento partidário à bancada municipal. De acordo com o secretário estadual do partido e deputado estadual, Campos Machado, a bancada votará contra uma nova CPI e a favor do impeachment, caso surja um fato concreto. "Será muito difícil ir contra um pedido bem fundamento pela OAB", admitiu hoje vereador Bruno Feder (PTB). A CPI proposta pela oposição não tem chance de ser aprovada, porque todos os partidos que apóiam o governo entendem que seria um suicídio político permitir um "palanque" para o PT e o PSDB em ano eleitoral. Além disso, os parlamentares ligados ao governo não querem correr o risco de uma nova investigação, porque poderiam ser atingidos. Se a Comissão Processante tiver de ser aprovada, o alvo será o Executivo e retirarão as atenções do Legislativo.





