Governistas impedem sessão para pedido de CPI
Governistas impedem sessão para pedido de CPI15/Mar, 19:47 Por Uilson Paiva São Paulo, 15 (AE) - Durou cinco minutos a sessão de hoje da Câmara Municipal. Como era previsto, os vereadores governistas mantiveram-se longe do painel de registro de presenças, apesar de alguns deles estarem no local, dando entrevistas e, minutos antes, prestigiando uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher antes da sessão. Dessa maneira, não foi submetido à apreciação o pedido de preferência de votação da CPI para apurar as denúncias da primeira-dama Nicéa Pitta. O pedido deve ir à votação na sessão de amanhã (16), quando se espera a definição de estratégia da bancada de situação para barrar as investigações. Uma das táticas será a apresentação de dois pedidos de preferência de votação para CPIs, de autoria da vereadora Myryam Athiê (PMDB). Uma, ainda sobre a Máfia dos Fiscais. Outra, em conjunto com Aldaíza Sposati (PT), quer investigar o Centro de Apoio Social e Atendimento (Casa), entidade que foi presidida por Nicéa Pitta. A inclusão dos pedidos foi interpretada como uma clara manobra governista. "O pedido da CPI do Casa está parado desde junho do ano passado, por que só agora ela pede prioridade de votação?", pergunta o vereador Dalton Silvano (PSDB). Myryam não deu entrevistas. A sessão-relâmpago, presidida pelo vereador Brasil Vita (PPB), começou às 17h15 e deveria contar com a presença de 28 vereadores para que pudesse ser "deliberativa", ou seja, permitisse a votação de projetos. Mas apenas 22 vereadores registraram presença. Myryam Athiê só o fez quando viu o nome de 19 vereadores no painel, o que garantia ao menos a continuidade da sessão. O mesmo trabalho não teve Wadih Mutran (PPB). Ficou impassível: estava, mas não estava. Pelo menos outros cinco vereadores governistas se retiraram na hora da sessão: Faria Lima, Antônio Goulart, Milton Leite (todos do PMDB), José Amorim (PTB) e Osvaldo Enéas (sem partido). O vereador Ivo Morganti (PMDB) também estava na Casa, mas não apareceu no plenário, assim como o presidente da Câmara, Armando Mellão (PMDB). Presente à sessão em homenagem à mulher, a candidata do PT à Prefeitura, Marta Suplicy, defendeu Nicéa Pitta. "É uma senhora que está fazendo um grande bem para São Paulo, com suas denúncias, e merece respeito, força e apoio."





