Governadores encerram reunião prévia e seguem ao Planalto
Brasília, 22 (AE) - Terminou há pouco a reunião dos governadores, preparatória para o encontro de logo mais com o presidente Fernando Henrique Cardoso. Segundo o governador Mário Covas, o encontro prévio serviu para que os governadores tomassem conhecimento das duas propostas de emendas constitucionais elaboradas pela comissão de seus representantes em conjunto com o governo federal. Os governadores dirigem-se agora para o Palácio do Planalto, onde se reunião com FHC.
O presidente Fernando Henrique Cardoso está chegando neste momento ao Palácio do Planalto para a reunião com os governadores. O primeiro governador a chegar foi o do Piauí, Francisco de Moraes Souza, o Mão Santa. Questionado se assinaria a proposta do governo que institui a contribuição previdenciária para os inativos, ele disse que os governadores não assinam nada. Quem assina são os deputados, afirmou.
O presidente Fernando Henrique Cardoso disse há pouco que sua expectativa em relação a reunião que terá daqui a pouco com governadores "é a melhor possível". Ao ser perguntado se o PT faria falta na reunião, o presidente apenas sorriu.
O líder do governo na Câmara, Arnaldo Madeira, voltou a criticar o PT ao chegar ao Palácio do Planalto para a reunião do presidente Fernando Henrique Cardoso com os governadores. Madeira afirmou que o PT não sabe separar política de administração e que os parlamentares do partido vivem dizendo que o governo não quer dialogar, mas condenam um deputado do partido (Eduardo Jorge) quando vai conversar com o articulador político do governo. Madeira disse também que os governadores do partido são obrigados a se subordinar à bancada de parlamentares. "Isso é surreal", disse. O líder afirmou também que os Estados que já cobram a contribuição previdenciária dos inativos poderão continuar cobrando, mas seria prudente que as assembléias legislativas aprovassem uma lei para regulamentar a modificação que o governo pretende fazer na Constituição, pois, se não fizerem isso, os contribuintes poderão entrar na Justiça, questionando a cobrança. Madeira admitiu que a possibilidade de cobrar a contribuição dos inativos diminui o déficit da previdência, na União e nos Estados, mas não resolve o problema. Segundo ele, a questão da previdência terá que ser discutida de forma permanente, que é o que está acontecendo em todos os países do mundo.
O ministro da Previdência Social, Waldeck Ornélas, disse há pouco, por meio de sua assessoria de imprensa, que espera que "por uma questão de coerência", o PT, que proibiu a participação dos governadores do partido na reunião de hoje com o presidente Fernando Henrique Cardoso, também proíba seus governadores de se beneficiarem dos efeitos das emendas que serão analisadas na reunião. "Assim, nos estados governados pelo PT, não vigorariam nem o subteto nem a contribuição dos servidores inativos", disse o ministro.





