Brasília, 09 (AE) - Governadores de seis Estados nordestinos estiveram hoje com o presidente Fernando Henrique Cardoso para pedir a reativação do programa de incentivo ao álcool (Proálcool) e do pagamento de subsídio para os plantadores de cana-de-açúcar da região. Levando o pleito do setor sucroalcooleiro, os governadores reivindicaram ainda o aumento do valor desse subsídio (equalização agrícola) de R$ 5 07 para R$ 9,40 por tonelada de cana-de-açúcar.
O presidente recebeu os governadores por quase uma hora e meia. Determinou a convocação de reunião do Conselho Interministerial do Açucar e do álcool (Cima), que reúne nove ministérios, para tentar encontrar uma solução para o problema. Mas por intermédio de seu porta-voz, Georges Lamazire, avisou que irá estudar a viabilidade técnica dos pedidos feitos, mas "não prometeu, nem acenou com nada" aos produtores.
Representante dos plantadores de cana que participou da audiência com o presidente, Gregório Maranhão saiu do encontro otimista. "O governo entendeu nosso problemam, a justiça de nossa causa", argumentou. O pagamento do subsídio está suspenso há três meses, em razão de denúncias de irregulares no uso dos recursos. "Estamos vivendo um ambiente de absoluto caos", disse Maranhão.
Anualmente, o Nordeste produz 48,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Com o subsídio de R$ 5,07 por tonelada, o gasto de governo é de R$ 245 milhões/ano. Com o aumento de R$ 9 40, o governo passará a gastar R$ 455 milhões/ano. Segundo Maranhão, a produção de álcool no Nordeste emprega diretamente 350 mil pessoas e é responsável indiretamente pela geração de 1 5 milhões de empregos.

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