São Paulo, 23 (AE) - O governador de São Paulo, Mario Covas, disse há pouco que os governadores de estado devem aceitar a responsabilidade de dividir com o governo federal a fixação do valor do salário mínimo. Segundo ele, os governadores "vivem dizendo que querem responsabilidade" e, quando a recebem, não podem "reclamar". "Não tenho medo de responsabilidade", afirmou. Ainda sem conhecer o projeto que permitirá aos estados fixar um valor mais alto para o mínimo em relação ao estabelecido pelo governo federal, Covas disse que poderá discutir com vários setores da economia um teto mais alto para São Paulo. De acordo com Covas, o impacto do mínimo na economia paulista é pequeno, à medida que apenas uma pequena parcela dos trabalhadores recebe somente o salário.
Na administração estadual, segundo Covas, o menor salário é de R$ 240,00. O governador disse que a proposta de regionalização do salá rio mínimo, que ele defende desde a constituinte de 1988, é uma fórmula interessante que desvincula o salário da Previdência Social. "Todo ano é a mesma história: a desculpa para não aumentar o mínimo é a Previdência", disse. Covas participou há pouco de uma cerimônia da Secretaria de Indústria e Comércio e Desenvolvimento do Estado de São Paulo, interrompendo seus compromissos de agenda que previam apenas entrega de ambulâncias nesta manhã.