A onda de greves nas polícias Militar e Civil, que mantém em estado de alerta diversos Estados, pode tirar da gaveta o projeto de criação de uma guarda nacional. Acuados pelas manifestações dos policiais, alguns governadores estão defendendo a idéia, frisando que a unificação das polícias pode ser uma boa solução para o impasse nas corporações.
Esse foi um dos pontos abordados na reunião promovida pelo presidente Fernando Henrique Cardoso com um grupo de 10 governadores que têm enfrentado mobilizações de policiais - da Bahia, Pará, Distrito Federal, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Tocantins, São Paulo, Paraná, Alagoas e Ceará. Os governadores discutiram ainda a possibilidade de adotar condutas semelhantes nos Estados quando houver paralisações, como forma de coibir as mobilizações.
‘‘Temos que repensar a questão do policiamento e da segurança no País, pensar em uma guarda nacional e na junção das polícias’’, disse o governador da Bahia, César Borges (PFL).
A guarda nacional, explicou, poderia ser formada pelas próprias Forças Armadas. A Polícia Militar seria subordinada ao Ministério da Defesa. ‘‘Temos que sair desta reunião com uma proposta que possa chegar rapidamente ao Congresso, com apoio político dos governadores e do presidente da República para que aprovemos rapidamente’’, defendeu. ‘‘Hoje, o País está intranquilo diante desses motins’’. - A proposta de dar poder de polícia às Forças Armadas, o controle das PMs pelo Exército e a ajuda que o governo federal pode dar aos Estados também estavam na pauta do encontro no Planalto.

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