Phoenix, 02 (AE-REUTERS) - A governadora do estado norte-americano do Arizona abriu caminho nesta terça-feira (02) para a controvertida execução de um assassino de nacionalidade alemã, ignorando um pedido de um painel estadual de clemência e um apelo feito à Corte Internacional pela Alemanha.
A governadora Jane Hull divulgou por meio de comunicado que a execução de Walter LaGrand deveria transcorrer como planejado na quarta-feira (02). "Eu analisei cuidadosamente a recomendação do Comitê Executivo de Clemência. No entanto, pelo interesse da justiça e pensando nas vítimas, eu decidi permitir que a execução siga em frente", disse Hull.
O painel estadual de clemência recomendou nesta terça-feira o adiamento por 60 dias da execução para permitir que a Corte Internacional de Haia, Holanda, analise o apelo de clemência por parte do governo da Alemanha.
LaGrand foi condenado junto com seu irmão, Karl, pelo assassinato, em 1982, de um gerente de banco. No ataque, um secretário foi esfaqueado seis vezes, mas sobreviveu.
Karl LaGrand foi executado na semana passada por injeção letal
apesar de apelos de funcionários do alto escalão do governo alemão para poupar sua vida.
Os membros do comitê tomaram a decisão após uma emocionante audiência no complexo prisional estadual de Florence, a cerca de 100 quilômetros de Phoenix, onde LaGrand deveria morrer na câmara de gás às 19h (horário de Brasília) de quarta-feira pelo assassinato de um gerente de banco em 1982. O advogado de LaGrand não estava imediatamente disponível para comentar a decisão de Hull.
Tanto Walter quanto Karl LaGrand escolheram morrer na câmara de gás com a esperança de que suas execuções fossem atrasadas ou interrompidas por uma corte que considerasse a punição cruel e fora de uso. Karl LaGrand mudou de idéia horas antes de sua execução e morreu por injeção letal.

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