Apesar do MST não ter fechado o acordo ontem - é bom lembrar que os ruralistas só aceitam retomar o diálogo se o governo continuar cumprindo as reintegrações de posse - o governador Jaime Lerner expôs ao presidente do Incra, Milton Seligman, um roteiro do seu plano político para equacionar os conflitos pela terra no Paraná. A primeira medida, disse o governador, é que MST e fazendeiros acabem com as brigas e se desarmem.
A Assessoria Especial e a Comissão Fundiária vão buscar terras para os assentamentos. As vistorias do Incra devem ser mais rápidas e sigilosas, entende o governador, que ontem liberou dez agrônomos para acompanhar as vistorias. Seligman prometeu liberar mais cinco técnicos do Incra para agilizar o processo. ‘‘Tem terra disponível, desocupa’’, sentenciou o governador.
Lerner defendeu ainda o cadastramento das famílias removidas. ‘‘Vamos acelerar o processo de oferta da terra, mas para isso precisamos de uma ação efetiva da direção nacional do Incra’’, apelou para Seligman, que aproveitou a reunião para anunciar outros três leilões de terras no Paraná. Para o presidente do Incra, os ruralistas ‘‘têm a missão’’ de convencer os proprietários a oferecer terras.
Como um dos fatores que pode dificultar o leilão do dia 7, das áreas do Noroeste, é o ‘‘preço justo’’ por hectare, tão defendido pelo Incra e fazendeiros, o governo do Estado se comprometeu a colocar imediatamente a disposição as terras oferecidas pelo Banestado. E fazer uma avaliação de preço conjunta com o Incra. ‘‘Só teremos sucesso se não houver mais invasões’’, cobrou.(Leandro Donatti)

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