Governador apóia ida da CPI a Alagoas
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segunda-feira, 22 de novembro de 1999
Por ¶ngela Lacerda 
Maceió, 22 (AE) - O governador Ronaldo Lessa (PSB) afirmou hoje que a CPI do Narcotráfico terá total apoio do governo do Estado quando chegar a Alagoas, dentro de aproximadamente 15 dias. "A meta do governo é reduzir ao máximo o crime organizado e a CPI poderá nos ajudar nisso", observou. "Se existir alguma ligação com o narcotráfico no Estado vamos expor e limpar."
O governador não acredita que Alagoas esteja na rota internacional do narcotráfico. "Pode haver envolvimentos esporádicos", supõe. Até o momento, segundo ele, o que existe é a hipótese de lavagem de dinheiro sujo e a transferência de dois traficantes para cumprirem pena em Alagoas. Mais recentemente, levantou-se a possibilidade de ligação do deputado federal Augusto Farias (PPB) e seu irmão Rogério Farias, com o narcotráfico, mas, de acordo com o governador, "isto nunca ficou visível".
Lessa conversou com os jornalistas antes do início da 3ªConferência Nacional dos Governadores, que reuniu 14 chefes de Estado no Palácio Floriano Peixoto, em Maceió. Também presente ao encontro, o governador do Piauí, Francisco de Moraes Souza (PFL), disse não ter sido contatado por ninguém da CPI, até o momento, sobre uma eventual visita ao seu Estado.
Ele adiantou que no Piauí as instituições estão "funcionando bem". A maior prova, na sua opinião, foi a prisão - requerida pelo promotor público estadual Afonso Gil Castelo Branco - do coronel da reserva da Polícia Militar Viriato Correia Lima e do ex-presidente da Associação dos Delegados da Polícia Civil, envolvidos com contrabando de armas, notas frias e homicídios.
Já o governador paulista Mário Covas afirmou não caber ao governo estadual tomar providências ligadas ao narcotráfico, depois da passagem da CPI por São Paulo. "Quem tem que fazer combate ao narcotráfico é a Polícia Federal", disse ele. "Não respondemos pela entrada ilegal de armas, nem pelo narcotráfico". Ele frisou, no entanto, desconhecer algum outro lugar do Brasil que tenha detido mais gente da polícia do que São Paulo nos últimos quatro anos.


