Gore e Bush se esforçam para falar espanhol Da correspondente Monica Yanakiew
Washington, 04 (AE) - Quem quiser ser eleito presidente dos Estados Unidos, no ano 2000, precisa ter algo mais que uma boa imagem na televisão, uma excelente equipe de marketing, e uma fortuna para financiar a campanha.
Precisa falar espanhol, de preferência sem sotaque de "gringo".
Foi pensando nos 31 milhões de "hispânicos", que hoje representam quase 12% da população americana, que dois candidatos a candidato começaram a usar algumas expressões espanholas em seus discursos: o governador do Texas, George Bush (do Partido Republicano) e o vice- presidente Al Gore (do Partido Democrata). E ambos fizeram questão de ter um site bilíngue na Internet.
Hoje os imigrantes mexicanos e de países da América do Sul e da América Central são menos numerosos que os negros nos Estados Unidos.
Os descendentes dos escravos africanos representam quase 13% de uma população majoritariamente branca.
Mas um recente estudo demonstra que a população de hispânicos é a que mais cresce: aumentou 35%, de 1990 a 1998, enquanto que a população total dos EUA cresceu apenas 8,3%. No ano 2005, os hispânicos serão minoria mais numerosa no país.
O eleitorado hispânico (num país onde o voto não é obrigatório) também foi o que mais cresceu. Hoje representam 5% dos votos. Além de peso político, os hispânicos também têm um peso cada vez maior na economia.
De 1987 a 1992, o número de empresas americanas que pertencem a hispânicos aumentou em 76%, chegando a 860 mil. Nesse periodo, suas receitas duplicaram, passando de US$ 32,8 bilhões para US$ 76,8 bilhões.
A crescente importância dos hispânicos pode ser sentida até em Washington, onde o inglês sempre predominou (ao contrário do que acontece em Miami). Hoje, falando apenas espanhol é possível sobreviver na capital norte-americana. E o número de políticos com sobrenomes hispânicos esta aumentando.





