Ingerir gordura sempre foi considerado pecado grave nas dietas de emagrecimento. Mas nessa, elas ganharam a redenção. A ingestão, considerada essencial, aumentou de 15% da refeição, percentual previsto nas dietas tradicionais, para 30%. E ainda faz queimar gordura. Mas que fique registrada a ressalva: essas gorduras que fazem bem não são as de origem animal ou as trans, mas o azeite de oliva, as castanhas, e o óleo de coco.
A nutricionista Flávia Pagano, de Londrina, explica que, assim como as fibras, a gordura desacelera o ingresso de carboidratos na corrente sanguínea. Isso mantém a insulina em níveis normais, evitando o excesso de gordura corporal. E também fornece blocos constituintes dos licosanóides, uma espécie de ''chefe'' dos bons hormônios.
''As gorduras são importantes por duas outras razões. A primeira é que melhoram o sabor dos alimentos e não deixam a dieta 'chata'. A segunda é que a gordura presente em uma refeição provoca a liberação de um hormônio chamado colecistocinina, que 'diz' ao cérebro que você está satisfeito e que deve parar de comer'', explica.
Mas, essa redenção, ressalta, não é um convite ao consumo excessivo de gordura. ''Ao acrescentar gordura é preciso prestar muita atenção ao tipo ingerido. Assim como há carboidratos favoráveis e desfavoráveis, há gorduras boas e más''.
Ela explica que outro mau hábito, aquele de ''pular'' refeições, causa a liberação de outro hormônio, o cortizol, conhecido por estar associado ao estresse e à irritação. ''Em todas as refeições, inclusive nos lanches, as pessoas devem combinar o carboidrato, a proteína e a gordura, naquelas proporções'', diz, lembrando que as dietas são individuais e prescritas de acordo com o tipo físico e o estilo de vida de cada um. (C.P.)


''A idéia é que
a pessoa chegue a
um estado metabólico
no qual o corpo
funcione com o
máximo de
eficiência''.


Flávia Pagano, nutricionista

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