Brasília, 2 (AE) - O diretor-gerente de Mercados Emergentes da Goldman & Sachs, Paulo Leme, disse há pouco, à saída do Ministério a Fazenda, que a indicação de Armínio Fraga para a presidência do Banco Central "aumenta as chances de êxito das mudanças da política cambial". Leme não quis dizer, entretanto, se o presidente exonerado do BC, Francisco Lopes, foi um mau operador. "Tem que olhar para o futuro", desconversou. "O Armínio é uma pessoa preparada, e será um privilégio para o País tê-lo como presidente do Banco Central". Fraga trabalhou no BC quando era presidente do BC Francisco Gros e quando Marcílio Marques Moreira era ministro da Fazenda. Sobre o fato de Fraga ter trabalhado com o megainvestidor George Soros, Paulo Leme considera que isto deu a ele "um aprendizado enorme sobre como operam os mercados". Leme acha necessário não confundir Armínio com George Soros, porque Fraga tem, segundo ele, "idéias independentes, e não é possível confundir pessoa jurídica com pessoa física". Segundo o representante da Goldman & Sachs, a reação do mercado foi "bastante favorável" à indicação de Fraga, embora tenha sido apanhado de surpresa. Entretanto, fez a ressalva: "Foi uma boa surpresa".

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