Goioerê já anuncia até reajustes
Sid Sauer
De Campo Mourão
A aprovação pela Câmara de Vereadores do projeto que permite à prefeitura de Goioerê (67 km a oeste de Campo Mourão) vender ações da Sanepar para quitar salários atrasados dos servidores animou o prefeito Vicente Okamoto (PFL). No último final de semana, ele aproveitou o Dia do Servidor Público para anunciar que, além de deixar as folhas de pagamento em dia ainda este mês, vai conceder reajustes com os mesmos índices do salário mínimo de 1997 e 1998.
O primeiro reajuste de 7,14% será dado este mês. Outros 8,33% serão dados em fevereiro do ano que vem. Se as receitas da prefeitura não decepcionarem nos primeiros meses de 2000, um terceiro reajuste deverá ser dado em abril. Este será para dar ao funcionalismo o mesmo índice do reajuste dado ao salário mínimo em 1999. Estamos confiante que a partir de agora não haverá mais atrasos no pagamento dos servidores, frisou Okamoto.
As últimas notícias foram recebidas com alívio pelo presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Goioerê, Paulo Mendes da Silva. Parece que vamos sair do sufoco, comemora. O sindicalista lembra que a categoria chegou e ficar com cinco folhas de pagamento em atraso somente da atual administração. Outras quatro folhas foram deixadas pelo ex-prefeito José Paulo Novaes (PDT). Hoje o atraso é só de dois meses, diz Silva.
Na prefeitura, a expectativa é que as folhas em atraso da atual administração sejam quitadas até o próximo dia 20. Para isso, não está descartada a realização de uma solenidade na qual o próprio prefeito entregaria os cheques aos servidores. Para isso, no entanto, o município ainda depende da venda das ações da Sanepar, que devem render cerca de R$ 250 mil. A partir daí, o trabalho será que pagar as folhas em atraso deixadas pelo ex-prefeito, referentes a 1996.
De acordo com Okamoto, o atraso do pagamento dos servidores aconteceu porque a prefeitura não contava com uma queda na arrecadação tão drástica como a que ocorreu no segundo semestre de 1997. Além disso, ele diz que a prefeitura teve que gastar muito dinheiro na reforma de equipamentos que estavam sucateados. O atraso nos pagamentos, que se arrastam há dois anos, teve vários momentos de tensão, protestos e greves.





