A Secretaria da Saúde de Goiás investiga suspeita de morte pelo uso indevido da vacina contra a febre amarela. Se confirmado, este será o primeiro caso de óbito relacionado à imunização em massa iniciada no Brasil no fim do ano passado, em razão do aparecimento de macacos mortos no Centro-Oeste do País.

Um grupo de especialistas do Instituto Evandro Chagas, ligado à Fundação Oswaldo Cruz no Pará, está em Goiânia verificando, junto com técnicos do Estado e do município, a morte de um vigilante da Universidade Federal de Goiás, ocorrida no dia 30 de dezembro. O rapaz chegou a ser incluído na lista de mortos pela febre amarela silvestre, mas as novas suspeitas levaram o Estado a rever a informação. A secretaria verificou que o homem sofria de hepatite B e já tinha danos no fígado em razão da doença. Ele combatia uma infecção por causa da doença com antibióticos. A vacina, feita com vírus vivo e atenuado da febre amarela, é contra-indicada para pessoas com problemas no sistema imunológico.

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