Goiânia, 06 (AE) - Se não chover até o dia 15 de setembro, o fornecimento de água pode ser racionado em Goiânia, capital de Goiás, e em Anápolis, principal pólo industrial do Estado. O racionamento é admitido oficialmente pela Saneamento de Goiás S/A (Saneago), empresa responsável pelas redes de água e esgoto no Estado. A situação é pior no nordeste do Estado, onde não chove há seis meses em nenhum dos 20 municípios da região. Moradores são obrigados a caminhar quilômetros para chegar a poços onde ainda existe água. Os principais rios da região, Paraná e Correntes, estão com o volume de seus leitos bastante reduzidos.
Em Goiânia, onde não chove há 96 dias, a alta temperatura e o clima seco comprometem a qualidade do ar e prejudicam a saúde da população. Os inúmeros focos de queimadas, que não param de surgir em diferentes pontos do Estado, contribuem para piorar a situação. De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), só este ano já foram registrados mais de 2 mil focos de incêndio no Estado.
Levantamento feito pelas estações de monitoramento da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Femago) revela que o índice de material particular em suspensão (MPS) está próximo de atingir o nível de atenção. É a pior situação desde quando começaram as aferições de concentração de poeira no ar, há três anos. A expectativa é de que o período de estiagem este ano em Goiânia chegue próximo à marca do ano passado, quando ficou 130 dias sem chover.
Crianças e idosos são os que mais sofrem com problemas respiratórios provocados pela falta de umidade no ar. Só em agosto, cinco crianças morreram de pneumonia na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Materno Infantil, na capital. Diariamente, cerca de 400 crianças são atendidas no local com problemas respiratórios.

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