GM pode ampliar negócios no Brasil se dólar ficar estável
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terça-feira, 25 de janeiro de 2000
por Marli Olmos 
São Paulo, 25 (AE)- O presidente da General Motors do Brasil, Frederick Henderson, disse hoje que a empresa, a maior montadora do mundo, pode elevar os seus negócios no Brasil, principalmente os de exportação, se a cotação do dólar se estabilizar entre R$ 1,75 e R$ 1,85. Segundo ele, não há nenhuma indicação de que estes valores podem variar e o fato de a confiança do consumidor ter aumentado e ainda as perspectivas de queda de juros levam a crer na retomada do crescimento. "Mas para isso precisamos de estabilidade", destacou.
O executivo americano lembrou que "a classe média sofreu muito em 99". Para ele, o Brasil pode retomar o crescimento. "Mas o governo tem que fazer algumas coisas certas", destacou, apontando o controle do déficit público como uma das fórmulas. "Com isso o País ganhará confiança do investidor externo", completou. Ele disse, no entanto, que o Brasil "ainda é um pouco difícil para previsões".
Caminhões - A General Motors do Brasil está tentando aumentar a quantidade de componentes fabricados no próprio país na sua linha de caminhões para poder enquadrar os veículos nas regras que permitem o uso de financiamento via Finame. Segundo Henderson, o baixo índice de nacionalização, que está na média de 30%, é o maior problema para a companhia. O objetivo é chegar a um conteúdo local entre 50% e 60% até o final deste ano.


