São Paulo, 18 (AE)- A General Motors começou a exportar o Corsa para a Venezuela para um programa inspirado no carro popular brasileiro. A montadora prevê embarcar lote de 3 mil unidades ainda este ano e mais 15 mil no próximo, o que representaria 60% da cota do programa. A GM também começou a vender os modelos Vectra e Blazer para o Chile - 800 veículos este ano.
Segundo o vice-presidente da General Motors, José Carlos Pinheiro Neto, responsável também pela área de comércio exterior
com mais estes contratos, a empresa conseguirá fechar o ano com faturamento de US$ 600 milhões no exterior. Isto representará uma queda de 23% na comparação com o ano passado.
"Estamos matando um leão por dia nessa área de comércio exterior; por isso qualquer lote de 15 mil é uma euforia", disse Pinheiro Neto. A indústria automobilística se ressente da queda de demanda na Argentina, que era seu principal cliente. "Não temos hoje nenhum grande cliente entre os países para onde exportamos", disse. Segundo o executivo, as montadoras repassaram o ganho com a desvalorização cambial para os clientes para não perder dos outros países concorrentes. Ele lembra que parte do ganho também foi anulada pelo aumento no custo de componentes importados. "Como resultado, vamos vender volume relativamente maior para uma redução no faturamento", disse.
A indústria automobilística se esforça para atingir este ano US$ 3,5 bilhões em exportações. Para o próximo ano, já programou chegar a US$ 4 bilhões. No ano passado o setor obteve US$ 5 bilhões com vendas para outros países.
Popular - Os veículos Corsa que serão vendidos para a Venezuela seguirão desmontados. A GM tem uma fábrica naquele país, que fará a montagem final. O novo programa aprovado pelo governo venezuelano chama-se "Veículo Familiar 2000".
O programa não exige que o motor seja 1.0, como o brasileiro. "Na Venezuela há muitas ladeiras, disse Pinheiro Neto, que fechou contrato para venda da versão 1.4 de duas portas.
Mas o programa estabelece preço mínimo, em torno de US$ 8 mil. O governo venezuelano também reduziu a carga tributária. Dois terços dos veículos vendidos para a Venezuela serão equipados com ar-condicionado por causa das altas temperaturas no país. O mercado venezuelano absorve cerca de 150 mil veículos por ano. Marli Olmos_

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