O guarda municipal Ricardo Leandro Felipe, acusado pela morte de três pessoas em Londrina, foi transferido da unidade 1 da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) para o Complexo Médico Penal em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. Segundo o advogado Lucas Araújo Pünder, que defende Felipe, o guarda municipal foi avaliado pelo psiquiatra do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) que considerou a transferência necessária para a realização de tratamento médico. "Ele se encontra doente e teve duas ou três crises na penitenciária. O médico entendeu que a transferência seria mais adequada por causa da estrutura", afirmou.

Conforme Pünder, a defesa tem até a próxima segunda-feira para apresentar resposta às acusações feitas pelo Ministério Público pelos crimes de feminicídio, homicídio, ameaça, roubo e porte ilegal de arma. "Nessa resposta a defesa vai insistir que quer que ele vá a júri popular, já que isso está previsto na Constituição por ser crime doloso contra a vida", destacou.

Os fatos ocorreram no dia 3 de abril. Além das ações que tramitam na 6ª Vara Criminal (Vara Maria da Penha) em Londrina, o guarda municipal deve responder por porte ilegal de arma no Estado de São Paulo. Ricardo Felipe foi preso na cidade de Maracaí (SP).

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