GM e Rio Grande do Sul tentam acertar renegociação de contrato
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quinta-feira, 08 de abril de 1999
Por Sérgio Bueno e Ayrton Centeno 
Porto Alegre, 09 (AE) - Representantes do governo gaúcho e da Genaral Motors vão encontrar-se segunda-feira pela quinta vez para discutir a renegociação do contrato de incentivos para a instalação de uma fábrica da empresa no Rio Grande do Sul. Hoje eles reuniram-se novamente durante quase cinco horas e no final o diretor-adjunto da GM, Luiz Moan, afirmou que as duas partes estão buscando "alternativas" capazes de garantir "viabilidade inclusive para a aceleração das obras".
Segundo o secretário do Desenvolvimento e Assuntos Internacionais, José Luiz Vianna Moraes, o governo está "avaliando todas as possibilidades" de garantir a execução do projeto sem ter que desembolsar o financiamento subsidiado de R$ 57 milhões que falta pelo acordo anterior. Ele explicou que o Estado não tem condições de manter a participação nos níveis previstos pelo governo passado e que já resultou no repasse de R$ 348 milhões entre financiamento de capital de giro e obras de infra-estrutura para a montadora.
A intenção do governo gaúcho é chegar a um acordo o mais rapidamente possível com a GM, para evitar que o atraso das obras pelo menos não supere os seis meses já anunciado pelo vice-presidente da companhia, André Beer. O Rio Grande do Sul pretende ainda entender-se com a empresa antes da próxima reunião com a Ford, na terça-feira, que também firmou um contrato de incentivos com a administração passada e ainda teria R$ 418 milhões a receber do Estado.
Nenhuma das partes, porém, revela as alternativas específicas que estão sendo discutidas. "Não há ainda qualquer definição mais concreta", esquiva-se Vianna Moraes. Ele sustenta que o Estado não tem condições de repassar os recursos previstos, enquanto os representantes das montadoras afirmam que não aceitam alterações nas cláusulas econômicas dos contratos. "Não tenho nenhuma dúvida de que estamos constituindo um acordo", acentuou o secretário. O acerto possibilitaria preservar o cronograma original (inauguração em dezembro deste ano), "ou pelo menos ficar o mais próximo possível dele", comentou.


