Porto Alegre, 9 (AE)- Começou agora há pouco, na Secretaria do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais (Sedai), o quarto encontro entre representantes do governo gaúcho e da General Motors para renegociar os repasses financeiros do Estado para a instalação da montadora no município de Gravataí.
As duas partes ficaram reunidas até além das 22h de ontem mas não chegaram a um acordo. A reunião de hoje deve se estender até perto das 16 h, pois os representantes da empresa têm viagem marcada para São Paulo no final da tarde.
Pelo Estado participam o titular da Sedai, José Luiz Vianna Moares, e o procurador geral Paulo Torelly. A GM é representada pelos diretores Luiz Moan e Roberto Tinoco. Integrantes do primeiro escalão do governo do Rio Grande do Sul estão otimistas quanto a um entendimento, pois a GM teria ainda pouco dinheiro a receber do Estado, cerca de R$ 57 milhões. No ano passado a empresa já obteve quase R$ 350 milhões do ex-governador Antônio Britto (PMDB) para capital de giro, obras da nova fábrica e financiamento aos seus fornecedores. O pagamento será em 15 anos, sendo cinco de carência, com 6% de juros ao ano sem correção monetária.
Em março, o atual governador, Olívio Dutra (PT), anunciou que os repasses seriam suspensos porque o Estado não dispõe de recursos. A medida atingiu mais duramente a Ford, que teria ainda R$ 418 milhões a receber, além dos R$ 42 milhões repassados em 1998. A negativa do governo em atender aos termos incluídos nos contratos de incentivos assinados na administração passada abriu uma crise com as duas montadoras, que já ameaçaram suspender as obras e ingressar na Justiça contra o Estado.

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