GM começa a usar armas de choque
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terça-feira, 13 de maio de 2014
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina A Guarda Municipal (GM) de Londrina iniciou ontem o uso de armas, com dispositivo elétrico menos letal, para o patrulhamento na cidade. Esta é mais uma etapa para, no futuro, a corporação implantar o uso de armas de fogo.
As 20 armas Spark permitem, por meio da liberação de dois dardos, a imobilização da vítima por até cinco segundos. O armamento custou custou R$ 58 mil aos cofres municipais. "Os 20 guardas que vão utilizar os equipamentos realizaram no ano passado um curso, prático e teórico, de 30 dias, com oito horas de aulas por dia. As armas vão trazer mais segurança para os agentes e também para população", apontou Osmar dos Santos, diretor da GM.
Na manhã de ontem, os agentes realizaram no Tiro de Guerra de Londrina uma reciclagem para recapitular as técnicas de manuseio. "O equipamento será utilizado em último caso, apenas quando o indivíduo não atender a ordem verbal ou não for possível imobilizá-lo fisicamente", garantiu Santos. "No último treinamento os guardas sentiram na própria pele os efeitos da arma. A musculatura fica contraída e o corpo não responde. Com certeza quem tomar um choques desses não irá querer experimentar novamente."
Em caso de necessidade do uso das armas, os dardos devem ser disparados abaixo do pescoço e acima da cintura e nas costas. Próximo ao pescoço e aos seios, no caso das mulheres, o disparo deve ser evitado. "Atingir essas regiões pode ser fatal", frisou o diretor da GM.
Os novos equipamentos serão utilizados em patrulhas noturnas e diurnas e por agentes que fazem a proteção de espaços públicos de grande movimento, como o Terminal Rodoviário e os Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). A Guarda Municipal espera receber até o fim do ano, com recursos do governo federal, pelo menos mais 100 armas Spark. "O uso desses equipamentos vai servir como mais uma etapa de preparação da corporação para que no futuro possa ser implementada a utilização de armas de fogo", ressaltou Osmar dos Santos.
A população está dividida em relação aos novos equipamentos de segurança. Para o aposentado Antônio Lopes, de 74 anos, o uso das armas por parte dos guardas municipais não significa que a população estará mais segura. "Até acho a utilização importante, mas pode ser um risco maior para as pessoas. Quem garante que eles estão bem preparados?", questionou. Já o servidor público Edinardo da Rocha, de 49, entende que as armas são necessárias. "Acho uma boa. Se não tem outros recursos, essa é a única forma dos guardas se defenderem e também de proteger a população", relatou.
A costureira Fátima da Silva, de 57, acredita que a GM foi criada há pouco tempo e por isso a preparação pode não ter sido a ideal. "Mas, se for para o bem da população e para imobilizar quem faz coisa errada, está bom", avaliou.


