Gloria Trevi quer voltar para o México
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sexta-feira, 29 de novembro de 2002
Das Agências 
Brasília - Depois de se recusar, por meio de diversos recursos jurídicos voltar ao México, a cantora Gloria Trevi decidiu, espontâneamente deixar o Brasil e retornar ao seu país, onde responde a crime de co-autoria de sedução de menores. Ontem, seus advogados iriam entrar com uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo sua liberação, já que está com sua extradição decretada e não conseguiu ficar no Brasil como refugiada política.
''A Gloria Trevi preferiu enfrentar o tribunal do México do que ficar aqui no Brasil, trancada em uma cela, há três anos'', afirma o advogado da cantora, Geraldo Magela de Oliveira, que também defende Sérgio Andrade - ex-marido de Gloria e pai de seu filho Angel, nascido há oito meses - e sua assistente, Maria Requinel. O pedido de liberação feito ao STF, no entanto, só foi feito em favor de Gloria.
Gloria foi denunciada por explorar sexualmente meninas menores de idade, com seu ex-marido, Andrade, e sua secretária, Maria Raquenel Portilho. Os três fugiram às pressas do México, em novembro de 1998, e se estabeleceram no Rio de Janeiro. Foram presos no dia 13 de janeiro de 2000 numa operação conjunta da polícia, que encontrou Andrade e sua secretária em Copacabana, e Gloria na Barra da Tijuca.
Gloria Trevi teve uma passagem tumultuada pelo País, principalmente depois que ficou na superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A cantora engravidou e chegou a acusar policiais de a terem estuprado. Um exame de DNA feito na placenta da artista provou que o filho era de Sérgio Andrade.
Para evitar a extradição para o México, Glória entrou com recurso no Conselho Nacional para Refugiado (Conare), para ser considerada refugiada política. O pedido foi negado e, após um recurso da cantora, o ministro da Justiça, Paulo de Tarso Ribeiro confirmou a deliberação do Conare. Atualmente Glória encontra-se presa na Delegacia do Cruzeiro, um bairro de Brasília. ''Ela está vivendo em uma situação desumana. Seu filho está com oito meses, aprendendo a andar e trancafiado em uma cela'', afirma o advogado.


