Glória Perez diz que Pádua ''vai morrer assassino''
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 09 de novembro de 2001
Agência Estado<bR>Rio de Janeiro 
Nove anos depois da morte da filha Daniella Perez, a novelista Glória Perez sente-se revoltada com o benefício de indulto concedido pela Justiça mineira a Guilherme de Pádua. Para ela, a extinção da pena do ex-ator, que matou Daniella a tesouradas, significa que sua filha nunca existiu. O ator Raul Gazolla, que era casado com a atriz na época do assassinato, também ficou revoltado com a decisão judicial.
''A gente sabe que o culto à falta de memória no Brasil é coisa antiga e sabe também para que tem servido esse empenho em nos transformar num País de desmemoriados. Essa lei vergonhosa, que pretende transformar a anistia em amnésia, é uma faceta disso. Mas a memória não se apaga por decreto. Guilherme de Pádua é assassino, vai morrer assassino, e daqui a 100 anos, se alguém falar dele, dirá também: assassino!'', escreveu Glória, em e-mail enviado ontem à reportagem.
A novelista classifica o indulto como ''uma tentativa abominável de transformar a vida real em ficção''. ''Vamos fazer de conta que não houve um crime, que nunca existiu Daniella Perez''.


